[Salmo 146:3,4: Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há auxílio. Sai‑lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.
Em algumas versões, o versículo 4 termina com a expressão “naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos”. De forma semelhante a Tradução do Novo Mundo diz: “…neste dia perecem deveras seus pensamentos”. As testemunhas de Jeová leem esta passagem de uma destas traduções e usam‑na para argumentar que não há existência consciente depois da morte ‑ os “pensamentos” perecem, elas afirmam.
No entanto, será que esta é a mensagem que o autor do salmo quis nos transmitir? Foram estes versos escritos para instruir os leitores sobre a condição dos mortos? Ou será que as testemunhas de Jeová extraem destas palavras uma idéia que ultrapassa o que o escritor (e divino Autor) tinham em mente?
A lição do Salmo 146 é que nós devemos colocar nossa confiança em Deus e não nos líderes humanos. Peça à testemunha de Jeová que leia os outros versículos com você para que juntos possam estabelecer o contexto real. Deus deve ser louvado (v. 1,2). Em contraste ao homem, Deus é um ajudador que dá esperança segura (v. 5), que criou o céu e a terra (v. 6), que traz justiça para o oprimido (v.7), que cura o doente (v.8), que ampara os oprimidos (v. 10). Por outro lado, o homem não oferece salvação real (v. 3), porque ele próprio morre e tudo quanto intentou fazer morre com ele (v. 4).
Um exemplo real da lição do Salmo 146 é encontrada na morte do presidente americano John F. Kennedy. Ele era um “príncipe” em quem muitos confiavam para ajudá‑los a melhorar suas vidas. Mas quando ele morreu, “todos os seus pensamentos deveras pereceram ” ‑ com sua partida, os seus planos e seus pensamentos logo entraram em colapso. Aqueles que colocaram nele toda a sua confiança logo se decepcionaram. Sua confiança deveria estar primeiramente em Deus, que oferece esperança real, justiça, cura e salvação ‑ e que permanece Rei para sempre.
Quando todo o Salmo 146 for lido em seu contexto, se torna óbvio que o versículo 4 não nega a vida consciente depois da morte. As testemunhas de Jeová distorcem este versículo ao tirá‑lo de seu contexto.
Fonte de pesquisa: “As Testemunhas de Jeová refutadas versículo por versículo”, David A. Reed; trad. de Marcelus Virgílius Oliveira e Valéria Oliveira. ‑ 2. ed. Rio de janeiro: JUERP, 1990.