Suspeito de ataque era de grupo islâmico

Um dos dois homens envolvidos ontem no suposto ato terrorista próximo ao quartel de Woolwich, bairro no sudeste de Londres, se chama Michael Olumide Adebolajo, tem 28 anos, frequentou uma organização islâmica proibida e atendia pelo nome de Mujahid, segundo informações da imprensa. Ele seria britânico de origem nigeriana. O outro suspeito também teria nascido na Nigéria e se naturalizado no Reino Unido. Ambos seriam conhecidos pela polícia e foram mencionados em investigações. Ontem, mais dois suspeitos —um homem e uma mulher — foram presos.

O soldado morto no suposto ato terrorista foi identificado pelo Ministério da Defesa como Lee Rigby, de 25 anos, percussionista do Segundo Batalhão do Regimento Real de Fuzileiros. Rigby, de Manchester, atuou no Afeganistão e deixa um filho de 2 anos.

coragem/ A chefe de escoteiros Ingrid Loyau-Kennett, 48 anos, estava num ônibus quando viu o corpo do soldado britânico no chão. Ela desceu do transporte para checar o pulso do militar e colocou a própria vida em risco ao tentar convencer os dois supostos assassinos a entregarem suas armas. Ingrid, mãe de dois filhos, se aproximou e perguntou: “Você quer me dar o que tem nas mãos?”. Ao questionar um dos suspeitos se ele teria cometido o crime, o homem com a faca na mão confirmou. “Ele disse que matou porque ele (o soldado) matou muçulmanos e estava farto de pessoas que matam muçulmanos no Afeganistão e não têm nada para fazer lá.”

Extraído do Jornal “Diário de SP” em 24/05/2013

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