A SENTINELA – 1º DE JUNHO DE 1980
Assim, contra fatos não existem argumentos sobre a mentira do Armagedom em 1975. Temos ressaltado em nossos escritos a distinção que deve ser mantida entre a sinceridade que caracteriza as Testemunhas de Jeová e a falta de honestidade do seu intitulado Corpo Governante, também conhecido como “o escravo fiel e discreto” de Mateus 24.45. As Testemunhas de Jeová se ofendem com tal distinção, pois se esse grupo se arvora em um canal de comunicação entre Deus e os homens, como poderia ele ser tido como desonesto? Entretanto, não se pode deixar de reconhecer essa circunstância. Agrade ou não, as Testemunhas de Jeová constituem a classe das ”outras ovelhas”, também conhecida como ”a grande multidão”.
COMO TUDO COMEÇOU
Os escritores da Torre de Vigia admitiram que sua cronologia, baseada no entendimento de que 6.000 anos da existência do homem na Terra terminaria em 1975, era fidedigna, embora não fossem eles infalíveis. Ressaltaram que tal cronologia fora calculada através de raciocínios confiáveis. A doutrina de que 6.000 anos de existência do homem, seguida da intervenção de Deus e consequente fim da presente era, ou usando a linguagem das Testemunhas de Jeová “fim do presente sistema de coisas” tem origem pagã e não está baseada na Bíblia. O ensino dos 6.000 anos pode ser visto e encontrado em antigas mitologias. Na apócrifa Epístola de Barnabé, lê-se: “Em 6 dias os terminou. Isto significa que em 6.000 anos o Senhor consumará todas as coisas, porque para Ele um dia é como mil anos. Ele mesmo o atesta quando diz: ‘Eis que o dia do Senhor será como mil anos’. Portanto, filhos, em seis dias, isto é, em 6.000 anos, todas as coisas serão consumadas”.
O fundador da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, C.T. Russell, creditou também a Bowen, da Inglaterra, a autoria dessa cronologia dos 6.000 anos desde a criação de Adão. Isso pode ser encontrado na Watch Tower de out/nov de 1881 (em inglês). Que Russell também se serviu da cronologia fixada por seguidores de William Miller fica claro pelo que ele escreveu na Watch Tower Reprints, IV (15/07/1906, p. 3822 em inglês). Foi nessa publicação que Russell recolheu seus argumentos de um amigo, por nome Jonas Wendell, e outros adventistas que lhe provaram que em l873 o mundo seria queimado pelo fogo, e que a cronologia, que estabeleceu a criação de Adão há 6.000 anos atrás, terminaria nesta data de 1873. Foi Russell também, que se juntando a N. H. Barbour, ficou convencido de que os 6.000 anos da existência do homem sobre a terra terminaria em 1873 e que, em 1874, se daria a segunda presença de Cristo. Isso pode ser lido na A Sentinela de 15 de fevereiro de 1975, p. 122.
“Em 1877, Russell juntou-se a Nelson H. Barbour na publicação do livro Três Mundos e a Colheita Deste Mundo. Este indicava que o fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, seria precedido por um período de quarenta anos, a começar com uma colheita de três anos e meio a partir de 1874 E. C. Segundo a cronologia bíblica, depois adotada, entendia-se que 6.000 anos da existência do homem na terra acabaram em 1872, ao passo que seis milênios do pecado humano, terminaram e o sétimo milênio começou em 1874. Pensava-se que a presença de Cristo tivesse começado em outubro de 1874, no começo do grande Jubileu antitípico. — Lev., cap. 25; Rev. 20:4”. (A Sentinela, 15 de fevereiro de 1975, p. 122).
DATAS INDICADAS PELA SOCIEDADE TORRE DE VIGIA
PARA CRIAÇÃO DO HOMEM (Em que ano Adão foi criado?)
Data AEC (ou a.C.) Documento e Data de Publicação
4129 Watch Tower Reprintes, p. 1980, 1896.
4128 A Sentinela, p. 122, 15/02/1975.
4028 A Verdade Vos Tornará Livres, p. 154, 1946.
4026 Está Próximo o Reino, p. 171, 1953.
4025 Novos Céus e Uma Nova Terra, p. 71, 1957.
4026 Vida Eterna – Na Liberdade dos Filhos de Deus, p. 28, 1966.
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Como os líderes das Testemunhas de Jeová justificam esses frequentes desencontros de datas? Alegam com a maior sem-cerimônia que se trata de “luz progressiva” e assim perguntamos: Em que data realmente foi criado Adão? 4129 AEC, 4128 AEC, 4028 AEC, 4026 AEC, 40254 AEC, 4026 (de novo) AEC? E tudo isso com orientações “teocráticas”! Imagine se não fosse?!
4026 AEC – UMA DATA COM BASE EM CRONOLOGIA FIDEDIGNA
Com a publicação do livro Vida Eterna – Na Liberdade dos Filhos de Deus, começou-se a especular com relação a certeza sobre o ano de 1975. Nas páginas 27/29 as Testemunhas de Jeová estabeleceram as bases para a importância desse ano de 1975:
Neste século vinte, realizou-se um estudo independente que não acompanha cegamente certos cálculos cronológicos tradicionais da cristandade, e a tabela de tempo publicada, resultante deste estudo independente, fornece a data da criação do homem como sendo 4026 AEC. Segundo esta cronologia bíblica fidedigna, os seis mil anos desde a criação do homem terminarão em 1975 e o sétimo período de mil anos da história humana começará no outono (segundo o hemisfério setentrional) do ano de 1975 D.C. Vida Eterna – Na Liberdade dos Filhos de Deus, p. 28.
É digno de nota nessa declaração do Corpo Governante a distinção que estabelecem entre a “Organização Visível de Deus”, que anuncia uma “cronologia fidedigna” contrastando com a cronologia “furada” da cristandade, que levianamente, segundo o entendimento do Corpo Governante, havia estabelecido a criação de Adão como tendo ocorrido em 4004 a.C. (ibidem p.26 ). As Testemunhas de Jeová não acompanhavam “cegamente certos cálculos cronológicos da cristandade”, mas fizeram seus cálculos independentemente e fixaram o ano de 4026 AEC, como a data da criação do homem, culminando com o ano de 1975, como o fim dos 6.000 anos da existência do homem na terra.
O que deveria ocorrer no ano de 1975? As Testemunhas de Jeová dão uma ideia do que ocorreria:
Quão apropriado seria se Jeová Deus fizesse deste vindouro sétimo período de mil anos um período sabático de descanso e livramento, um grandioso sábado de jubileu para se proclamar liberdade através da terra a todos os seus habitantes! Isto seria muito oportuno para a humanidade. Seria bem apropriado da parte de Deus, pois, lembre-sc de que a humanidade ainda tem na sua frente o que o último livro da Bíblia Sagrada chama de reinado de Jesus Cristo sobre a terra por mil anos, o reinado milenar de Cristo. Jesus Cristo, quando na terra há dezenove séculos, disse profeticamente a respeito de si mesmo: “Porque Senhor do sábado é o que é o Filho do homem” (Mateus 12:8).
E continuam as Testemunhas de Jeová:
Não seria por mero acaso ou acidente, mas seria segundo o propósito amoroso de Jeová Deus, que o reinado de Jesus Cristo, o “Senhor do sábado”, correspondesse ao sétimo milênio da existência do homem. Vida Eterna – Na Liberdade dos Filhos de Deus, p. 30.
No mesmo livro segue uma “TABELA DE DATAS SIGNIFICATIVAS DESDE A CRIAÇÃO DO HOMEM ATÉ 7 000 A.M.” onde se lê:
1975 6000 – Fim do 6º dia de mil anos da existência do homem (em princípios do outono [hem. set.].
2975 7000 – Fim do 7º dia de mil anos da existência do homem (em princípios do outono).
E desde a publicação do livro Vida Eterna – Na Liberdade dos Filhos de Deus, em 1966, começaram as especulações sobre 1975:
ESPECULAÇÕES SOBRE O ANO DE 1975
A Sentinela de 15/02/1969, p. 110 trazia a seguinte manchete:
Por Que Está Aguardando 1975
O que há com toda esta conversa sobre o ano de 1975? Nos meses recentes surgiram repentinamente animadas palestras, algumas baseadas em especulação, entre sérios estudantes da Bíblia. Seu interesse foi suscitado pela crença de que 1975 marcará o fim de 6.000 anos da história humana desde a criação de Adão. A proximidade de tal data importante deveras estimula a imaginação e apresenta ilimitadas possibilidades para palestras. A Sentinela de 15/02/1969, p. 110.
E continua o citado artigo no parágrafo 2º:
Mas, espere! Como sabemos que seus cálculos estão certos? Que base há para se dizer que Adão foi criado aproximadamente um pouco mais de 5.993 anos atrás? Fornece o único Livro em que se pode confiar implicitamente quanto à sua exatidão histórica, verídica, a saber, a Palavra Inspirada de Jeová, a Bíblia Sagrada, qualquer apoio e crédito para tal conclusão? A Sentinela de 15/02/1969, p. 110.
Observe que o crédito da indicação dessa data foi levado para a Bíblia pois ela “fornece” a indicação de que Adão foi criado aproximadamente um pouco mais de 5.993 anos atrás. Logo, podia-se confiar na Bíblia? É lógico que sim. Podia-se confiar na data de 1975 como o fim dos 6.000 anos da história humana e a entrada nos 7.000 anos da existência do homem, desde que estava o cálculo, para essa data, baseado na Bíblia? A conclusão é óbvia! E assim, com a ajuda do Corpo Governante, as especulações sobre 1975 continuaram e até foram estimuladas por esse grupo de líderes da Torre de Vigia.
Tradução: KINGDOM MINISTRY, June 1969, p.3: “Em vista da brevidade do tempo que nos resta, a decisão de seguir uma carreira profissional qualquer, dentro do presente sistema de coisas, não somente é uma demonstração de falta de sabedoria, mas também é algo extremamente perigoso. Por outro lado, a decisão de tirar vantagem daquilo que Deus oferece aos homens por intermédio de Sua organização eclesiástica, escancara as portas das mais excelentes oportunidades de avanço, sem fazermos menção a uma vida rica e significativa, que jamais terá fim… A muitos jovens, irmãos e irmãs, têm sido oferecidos certificados de formatura ou empregos, prometendo ótimos salários. Não obstantes eles têm repelido todas as ofertas, porquanto dão a primazia aos interesses espirituais”.
CONTAGEM DE TEMPO ATÉ 1975 (ELABORADO EM 1970)
1º) Criação de Adão (no outono, hemisfério setentrional) Gen. 2:7 ano 4.026 A.E.C.
2º) Nascimento de Cristo no ano 2. A.E.C.
Obs.: Não houve ano um antes da era comum e nem ano zero, porque Cristo nasceu no ano 2. A.E.C, e começaram a contar ano 1 AEC.
4026, 25, 24 diminuindo 2 AEC 3 4 5
Era Comum – Cristo nasce
3º) De Cristo (nascimento) até nós = 1970 anos (ou seja, do ano 1 E.C. até 1970 E.C.).
4026 – de Adão até Cristo
De Cristo até nós 1970 = 5996 anos
Dia criativo para Jeová = 7.000 anos
1.000 anos será o reinado de Cristo = 7.000 – 1.000 = 6.000
No “Ministério do Reino”, revista mensal de distribuição interna nos Salões do Reino, edição de julho de 1974, p. 3 e 4, lê-se:
Tradução: “Receberam-se notícias a respeito de irmãos que venderam sua casa e propriedades, e que planejam passar o resto dos seus dias neste velho sistema de coisas empenhados no serviço de pioneiro. Este é certamente um modo excelente de passar o pouco tempo que resta antes de findar o mundo iníquo – 1 João 2:17″.
Quantas tragédias se deram no mundo inteiro por onde as Testemunhas de Jeová estavam espalhadas! Com o incentivo dado pelo “escravo fiel e discreto” (?) para seus seguidores venderem casas, abandonarem estudos superiores, empregos com ótimos salários! Tudo porque deixaram de pensar por si mesmas e confiaram nos cálculos “fidedignos da Torre de Vigia”.
E essa liderança abusa tanto do seu poder de persuasão que teve a petulância de assim escrever, depois do fracasso profético de 1975:
“Pode ser que alguns daqueles que têm servido a Deus planejaram sua vida, de acordo com um conceito errôneo do que é que deveria acontecer em determinada data ou em certo ano. Por este motivo, eles talvez tenham adiado ou negligenciado coisas de que, de outro modo, teriam cuidado”. A Sentinela, 15 de janeiro de 1977, p.56.
Por que alguém teria sido levado a esse erro? Por que as Testemunhas de Jeová mantiveram um “conceito errôneo” sobre “determinada data ou em certo ano”? Não foram estimuladas para tanto? E os que ficaram desapontados com a evidente falta de cumprimento da profecia feita pelo Corpo Governante com relação a 1975? O “escravo” deu um conselho oportuno para evitar mais deserções:
“Caso alguém tenha ficado desapontado, por não seguir este raciocínio, deve agora concentrar-se em reajustar seu ponto de vista, por não ter sido a palavra de Deus que falhou ou o enganou e lhe causou desapontamento, mas, sim, seu próprio entendimento baseado em premissas erradas”. A Sentinela, 15 de janeiro de 1977, p. 57.
É claro que a palavra de Deus não falhou (Mt. 24.35), mas também é claro que o “escravo” emitiu seu entendimento sobre 1975 em premissas erradas, a ponto de publicar o livro “VIDA ETERNA – Na Liberdade dos Filhos de Deus” para transmitir premissas erradas que levaram as Testemunhas de Jeová ao erro.
E como explicou o Corpo Governante o fracasso profético de 1975? Simplesmente escreveu o seguinte:
“Ora, o registro bíblico mostra que as criações de Deus no “dia” que precedeu àquele “dia de descanso” de 7.000 anos não terminaram com a criação de Adão. Mostra que houve um intervalo de tempo entre a criação de Adão e a de sua esposa Eva. Durante este tempo, Deus fez que Adão desse nome aos animais. Não sabemos se este período durou semanas, meses ou anos. Por isso não sabemos exatamente quando começou o “grande dia de descanso” de Jeová, nem sabemos exatamente quando terminará”. A Sentinela, 1 de janeiro de 1976, p. 3.
O que ressalta da falta de honestidade da liderança das Testemunhas de Jeová, sediadas no Brooklyn, Nova Iorque, EUA, sobre o fracasso profético de 1975 é afirmarem “não sabemos exatamente quando começou o grande “dia de descanso” de Jeová: se esse período durou “semanas, meses ou anos”!!! E por que assim dizemos? Porque o que o Corpo Governante não sabia em 1975, sabia muitos anos antes, e porque assim sabia, escreveu em 1968, ou seja, sete anos antes de 1975:
“Visto que o propósito de Jeová para o homem também era que este se multiplicasse e enchesse a terra, é lógico que criaria Eva pouco depois de Adão, talvez apenas algumas semanas ou meses mais tarde, no mesmo ano, 4026 AEC”. A Sentinela, 1 de novembro de 1968, p. 659.
E em seguida declara, enfaticamente, sobre o período de tempo entre a criação de Adão e Eva:
“Segundo fidedigna cronologia bíblica, Adão e Eva foram criados em 4026 AEC:
4026 AEC a 1 AEC…………………………………………. 4025 anos
1 AEC a 1 EC………………………………………………… 1 ano
1 EC a 1969…………………………………………………. 1968 anos
Total até o outono setentrional de 1969………….. 5.994 anos – Despertai, 22/04/1969 p.4
Até o Presidente da Sociedade Torre de Vigia, Frederic Franz, não se acanhou de fazer uma declaração que compromete seriamente a honestidade do Corpo Governante, ao falar a uma turma de missionários em partida para outros países:
“Franz mostrou que não sabemos, porque não sabemos quão breve foi o intervalo de tempo entre a criação de Adão e a criação de Eva, ponto em que começou o dia de descanso de Deus, de sete mil anos – Heb. 4:3,4)”. A Sentinela, 15 de setembro de 1973, p. 552.
Usando o artifício de Pv. 4.18, as Testemunhas de Jeová, quando interrogadas sobre o fracasso profético de seus líderes sobre 1975, costumam sair-se mais ou menos bem para aqueles que não conhecem a literatura publicada pela Sociedade Torre de Vigia. E isto dizemos, porque, se a conhecessem, se lembrariam de que o seu líder fundador C.T. Russell, escreveu:
Tradução: “…uma nova luz nunca contradiz uma luz anterior ou a extingue” – Watch Tower Reprinter, fevereiro de 1881, p.188.
Mas ainda há outra saída para os fracassos proféticos das Testemunhas de Jeová. Dizem elas que não são profetas inspirados e então confessam que, embora tivessem errado profeticamente, isto não as torna falsos profetas. As datas marcadas para o Armagedom, tais como 1914, 1925, 1941 e 1975 foram o resultado de “demasiada ansiedade” para que assim acontecesse, mas lamentam o ocorrido e continuam com suas profecias …até que um dia, talvez, elas acertem. Não é assim que procedem as pessoas que arriscam na loteria ou jogos de azar? Sempre têm a esperança de um dia acertar.
Mas, pesquisando mais profundamente a literatura da Sociedade de Torre de Vigia, lemos que, sendo a Bíblia um livro completo, não mais é preciso “inspiração”.
Tradução: “Considerando-se que a Bíblia é um livro completo a inspiração não é mais necessária. Um profeta verdadeiro é alguém que está proclamando fielmente o que está na Bíblia. Se ele é um falso profeta, suas profecias não se cumprirão”.
O que dizer do “escravo fiel e discreto” (?) diante de suas próprias declarações sobre profecias que não se cumprem? Qual a pecha que deve ser dada com suas próprias palavras? A resposta é óbvia: “falsos profetas”.
Foi por isso que Jesus advertiu que muitos, naquele dia do juízo, dirão “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome?” (Mt. 7.22).
E a resposta de Jesus será severa: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt. 7.23).
Mas, não perguntam ingenuamente as Testemunhas de Jeová: “Ficou desapontado? E daí? Qual o prejuízo?” Prejuízo, sim. Houve e grande, pois ouvir dos lábios de Jesus “Apartai-vos de mim” não é um severo castigo? (Mt. 25.41,46). Não é prejuízo, fora os prejuízos materiais como perda de emprego, casas, estudos ???
E, ademais, enquanto nao chega esse dia de juízo, em que os falsos profetas serão envergonhados publicamente, já, hoje, na pró pria literatura da Torre de Vigia, se pode observar o que Deus faz com os falsos profetas:
Sim ou não? Houve mau entendimento das Testemunhas de Jeová com relação ao ano de 1975, sem que seus líderes tenham declarado algo positivo sobre o Armagedom e em seguida a nova ordem de coisas? Deixemos que a própria literatura da Sociedade Torre de Vigia esclareça:
“Ao dizer ‘alguém’ A Sentinela incluiu todos os desapontados entre as Testemunhas de Jeová, portanto, inclusive os que tinham que ver com a publicação da informação que contribuiu para criar as esperanças que giravam em torno daquela data”. A Sentinela, 15 de setembro de 1980, p. 18.
Como se vê, publicações da Sociedade contribuíram eficazmente para o conceito errôneo de que em 1975 se daria 6.000 anos da criação do homem e o seguinte período de 1.000 anos seria o milênio de Jesus na terra. Porém, nada aconteceu: não se deu o Armagedom e não entraram as Testemunhas de Jeová na “nova ordem da coisas” que se seguiria o Armagedom.
Continuam as Testemunhas, procurando omitir-se como se não tivessem culpa do ocorrido:
“No entanto, não há motivo nenhum para se abalar nossa fé nas promessas de Deus”. A Sentinela, 15 de setembro de 1980, p. 18, § 7.
Sim, dizemos nós! Nunca há motivo para abalar a fé que uma pessoa possa ter na Bíblia, pois ela é a inerrante palavra de Deus, e como tal não pode falhar, e isso é uma prova da sua inspiração divina (Mt. 24.35). Mas, o que dizer do “escravo fiel e discreto” (?) sediado no Brooklyn, Nova Iorque? Poderiam as Testemunhas de Jeová continuar a dar crédito a eles? Certamente que não, e elas mesmas dão a razão para isso, ao dizer:
Corretíssimo o raciocínio do “escravo” neste trecho do “livro-estudo” mencionado. Mas, o que dizer do mesmo “escravo” quanto às suas profecias marcadas para 1914, 1925, 1941 e 1975, quando deveria estourar a BATALHA DO ARMAGEDOM e isso não se cumpriu??? Deveriam as Testemunhas de Jeová continuar confiando nesses líderes?
A resposta é óbvia: Não! Não merecem crédito pois já levaram as Testemunhas a muitos erros proféticos, devendo ser rejeitadas também suas interpretações bíblicas, porque Deus nunca se serve de “Organização” religiosa que se apoia na mentira (Pv. 6.16,19).
Um conselho que jamais as Testemunhas de Jeová deveriam esquecer é aquele que elas mesmas dão:
Que tal se as Testemunhas de Jeová assim agissem?
Uma fonte de riquezas para a igreja os estudos do pr. Natanael Rinaldi! que legado maravilhoso ele nos deixou!