Os erros do catolicismo romano

É lamentável que alguns cristãos e teólogos liberais entendam que o catolicismo romano possa ser teologicamente aceitável. Dentro do Cristianismo, a Igreja Católica Romana é um dos três ramos existentes. Os dois outros são o Protestantismo e a Igreja Ortodoxa. Desses três ramos, o catolicismo romano tem o maior grupo, o qual influenciou fortemente o mundo ocidental, mas, desde os seus primeiros séculos, se desviou muito do cristianismo bíblico.

ADICÕES E SUBTRAÇÕES

É curto o espaço para discutir e argumentar sobre as doutrinas adotadas pela Igreja Romana, mas destacaremos as principais distorções feitas através dos séculos.

1) Fontes de autoridade da Igreja Romana – De acordo com a sua doutrina, a Tradição e a Bíblia são as fontes de autoridade doutrinária da Igreja Romana. Tradição, segundo a Igreja Romana, é a palavra de Deus não escrita na Bíblia, mas transmitida oralmente de boca em boca, através dos séculos. Tomam os escritos de Agostinho, Tertuliano, Cipriano, Ambrosio, Jerônimo, João Magno, Tomaz de Aquino e outros mais, além dos decretos papais, conhecidas como “bula papal”, como se Palavra de Deus fossem. A Tradição se torna paralela às Escrituras Sagradas, a Bíblia, e em pé de igualdade e importãncia para eles. É exatamente isso que tem promovido os grandes desvios no romanismo, os quais são adições e subtrações à Palavra de Deus (Mt 15.6; 1Co 11.2; 1Pe 1.18; Mc 7.7-9; Ap 22.18,19). O valor da Tradição é inferior à Bíblia, porque só a Biblia é a verdadeira revelação da Soberania de Deus ao homem (2Tm 3.16,17). O valor da Tradição é temporal e sujeita à mudanças, mas a Palavra de Deus é eterna.

2) O culto católico – Foi a Tradição da Igreja Romana que criou e estabeleceu a missa, um culto que envolve um aparato ritual exagerado com características pagãs. Na verdade, a missa é uma tentativa de copiar o aparato ritual do culto judaico, do AT, que tem o valor simbólico e histórico, mas o culto cristão está livre desse aparato. A missa é, na verdade, a celebração do sacrifício eucarístico, onde se cultua o sacrifício de Cristo como um ato de transubstanciação, ou seja, os elementos do pão (hóstia) e do vinho são milagrosamente e literalmente transformados no corpo e no sangue de Jesus, segundo a crença católica. Daí acreditarem e ensinarem a salvação através do “santíssimo sacramento”. A doutrina da missa ou eucaristia é um desvio da doutrina bíblica da Santa Ceia, que é tratada nas Escrituras como um memorial para edificação espiritual dos crentes. Quando fazem a missa, os líderes da Igreja Romana entendem que podem repetir o sacrifício singular de Cristo no calvário.

3) Adição dos Livros Apócrifos ao Cânon das Escrituras – Quando formou-se o Cânon das Escrituras, especialmente pelos pais da Igreja, a Bíblia Hebraica não continha esses livros, os quais só apareceram, posteriormente, na Septuaginta. A palavra apochriphos significa escondido, espúrio, impuro. Em 1546, o Concilio de Trento, resolveu oficializar a inclusão na Bíblia de sete livros e quatro acréscimos aos livros canônicos, tais como Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, e 1 e 2 Macabeus. Foram feitos vários acréscimos ao livro de Ester, ao livro de Daniel etc. Portanto, o que os Pais da Igreja, incialmente, rejeitaram dos escritos apócrifos, a Igreja Romana se achou no direito de acrescentar à Bíblia e ainda considerar esses escritos não inspirados como Palavra de Deus.

OUTROS ACRÉSCIMOS

1) O Papado – A idéia partiu de uma interpretação equivocada do papel do apóstolo Pedro na Igreja Primitiva. Instituíram que Pedro foi o primeiro Papa da igreja, a autoridade espiritual máxima da igreja romana, o que nunca aconteceu. Os sucessores de Pedro são chamados de Sumo Pontífice ou Papa, porque entendem que o sucessor de Pedro na terra é o vigário de Jesus Cristo na terra e o chefe visível da Igreja. Na verdade, o Papa toma o lugar do Espírito Santo na vida da Igreja. Do ponto de vista da Bíblia, o Sumo-Pontifice da Igreja é Jesus Cristo (1Pe 5.4). Ele é a ponte ou o caminho entre Deus e os homens (Jo 14.6; 1Tm 2.5). O vigário de Jesus Cristo na terra é o Espírito Santo (Jo 14.16-18). O chefe da Igreja é unicamente Jesus Cristo, e não o Papa (Mt 24.23,24; Ef 1.20-23). A infalibilidade do Papa é outro absurdo da doutrina da igreja romana, pois todo homem é falível (Rm 3.3,4; Mt 23.9-11).

2) A idolatria a Maria e outros santos – Maria, a mãe do Cristo que se fez carne e habitou entre nós, foi mulher bem-aventurada, porque deixou-se ser instrumento de Deus para manifestar o braço de Deus ao mundo. Entretanto, Maria, a despeito do valor da sua vida, nunca esperou qualquer culto para si, mas sempre cultuou ao Filho, que entendeu ser o Filho de Deus. As honrarias e títulos dados a Maria tiram o seu privilegio de ser, tão somente, a mãe do Salvador nada mais. Quando a intitulam como “mãe de Deus”, contrariam a doutrina acerca da divindade. Dão a ela atributos de divindade que só pertencem à Trindade do Pai, Filho e Espírito Santo. Dão a Maria poderes de salvar, perdoar, expiar culpa de pecados. Dão a ela papel de mediadora, quando há um só Mediador (1Tm 2.5). Atribuem a ela virgindade mesmo depois de ter gerados filhos (Mt 1.25; Mr 6.3-4; 4.31-35). Ao longo da história, a idolatria a Maria e aos nomes de outros personagens históricos do cristianismo tornou-se parte do desvio das orações feitas a esses santos. Equivocam-se os católicos quando entendem que os santos são todos aqueles que praticaram boas obras e já estão mortos. A Bíblia identifica como santos todos aqueles que professam o Senhor Jesus Cristo e vivem de acordo com a sua Palavra. Os vivos em Cristo, isto é, os regenerados pelo Espírito Santo, são os santos que vivem posicionalmente como santos e, progressivamente, se aperfeiçoam na santidade (Jo 1.12; 1Co 1.1,2; Jo 3.3).

Extraído do site cpadnews.com.br em 16/07/2013 – escrito pelo Pr. Elienai Cabral

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