LUCAS 24.34 — JESUS ESTAVA INVISÍVEL ANTES E APÓS AS OCASIÕES EM QUE APARECEU?
As expressões “depois foi visto” e “por derradeiro de todos me apareceu também a mim” significam “Ele se fez visível a eles”, dizem as Testemunhas de Jeová (TJs) como argumento que o Jesus ressuscitado não era essencialmente material.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Está claro que o corpo com o qual Jesus ressuscitou era essencialmente material. Era um corpo que podia ser visto pelas pessoas através de seus olhos naturais durante as aparições. Elas são descritas pelo termo horao (que significa “ver”). Embora esse termo algumas vezes seja empregado quando se trata de ver realidades invisíveis (Lc. 1.22; 24.23), ele frequentemente significa ver através dos olhos físicos. João emprega o mesmo termo horao para referir-se a ver Jesus em seu corpo terrestre antes da ressurreição (Jo. 6.36; 14.9; 19.35), e também quando se refere a vê-lo em seu corpo ressuscitado (Jo. 20.18,25,29). O mesmo termo para corpo (soma) é utilizado para Jesus antes e depois da ressurreição (ICo. 15.44 e Fp. 3.21).
Mesmo a frase “depois foi visto” (no passivo aoristo ophthe) simplesmente significa que Jesus tomou a iniciativa de mostrar-se aos discípulos, e não que Ele fosse essencialmente invisível. A mesma forma (“se viram cara a cara”) é utilizada no Antigo Testamento grego (IICr. 25.21) e no Novo Testamento (At. 7.26), referindo-se a seres puramente humanos aparecendo em corpos físicos normais. Nesta forma passiva, o termo significa iniciar uma aparição que seja vista publicamente, mover-se de um lugar onde não se é visto para um lugar onde se é visto. Isto significa, de modo mais geral “passar a ser visto”.
Existem muito mais explicações razoáveis a respeito das exaustivas discussões sobre as “aparições” iniciadas pelo próprio Senhor Jesus. Primeiramente, elas eram a prova de que Ele havia vencido a morte (At. 13.30-31 e 17.31; Rm. 1.4). Jesus disse: “Eu sou… o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap. 1.17-18). As traduções “depois foi visto” e “me apareceu” (ICo. 15.5-8) são uma maneira perfeita de começar a expressar o seu próprio triunfo. Ele era soberano tanto sobre a morte como sobre as suas aparições após a ressurreição.
Além do mais, nenhum ser humano assistiu o momento da ressurreição, mas o fato de Jesus ter aparecido repetidamente, no mesmo corpo, por cerca de quarenta dias (At. 1.3) a mais de quinhentas pessoas diferentes (ICo. 15.6), em doze diferentes ocasiões, é uma evidência incontestável de que Ele realmente ressuscitou dos mortos. De forma sucinta, a razão para se dar tanta ênfase a respeito das muitas aparições de Cristo não se deve ao questionamento se o corpo da ressurreição era essencialmente invisível ou imaterial, mas para mostrar que a ressurreição foi de fato material e imortal. Sem um túmulo vazio, e as repetidas aparições do mesmo corpo que uma vez foi nele sepultado, não haveria nenhuma prova da ressurreição.
Texto Base: Resposta às Seitas, Norman L. Geisler e Ron Rhodes, CPAD, 1997. Texto adaptado e compilado pelo Pr. Edison Miranda da Silva e Maria Candida Alves.