DEUS AMA VOCÊ! ESTAÉ UMA VIGOROSA afirmação do cristianismo. A chave, na verdade, para conquistar pessoas para a fé em Jesus Cristo como Salvador está baseada nessa afirmação. No entanto, não se encontra esse tipo de afirmação no Alcorão. Enquanto a Bíblia ensina que Deus odeia o pecado e indigna-se com os pecadores (Pv 6:16-19; Jr 4:4; Rm 1:18; Tg 4:4), a escritura islâmica afirma que Alá odeia os pecadores: “Deus não ama os agressores” (Surata 2:190)1.
A Bíblia diz:
Porque Deus tanto amou o mundo que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a Vida eterna (Jo 3:16). Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna (1Jo 5:13).
Mas Deus prova o Seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. (Rm 5:8).
O Alcorão diz:
E gastai pela causa de Deus. E não provoqueis vossa própria destruição. E fazei o bem. Deus ama os benfeitores (surata 2:195).
Dize: “se amais a Deus, segui-me: Deus vos amará e vos perdoará os pecados. Deus é perdoador e compassivo” (surata 3:31).
Dize: “Obedecei a Deus e ao Mensageiro”. Se se afastarem, Deus não ama os descrentes (surata 3:32).
A maior diferença entre as duas crenças é a qualidade pessoal de Deus.Alá enviou profetas e mensageiros para proclamar a verdade. No cristianismo, Deus, o Pai, enviou seu Filho para ser a verdade, para morrer pelo pecado e para reconciliar homens e mulheres com Ele. No islã, a esperança é que a salvação seja conquistada por meio de boas obras (surata 3:31). Uma pessoa deve amar Alá para que Alá ame essa pessoa em retribuição. No cristianismo, Deus amou as pessoas primeiro de modo a assegurar a salvação delas.
Não existe segurança para o crente do islã. Seus seguidores precisam aguardar que a vontade de Alá seja cumprida. As boas obras somente podem dar esperança para o muçulmano alcançar o céu, mas nunca chega a ser uma garantia. Visto que Deus é removido da equação, a pergunta se alguém tem o direito assegurado para o céu fica sem resposta até o dia do julgamento. Para os cristãos, o julgamento ocorreu na cruz, um acontecimento rejeitado por Maomé e o islã.
FATALISMO, O ÂMAGO DA INSEGURANÇA ISLÂMICA
Nunca enviamos um mensageiro senão com o idioma de seu povo para que possa tomar tudo claro para eles.
Deus desencaminha quem quiser e guia quem quiser. Ele é poderoso e sábio (surata 14:4).
Alá é exaltado e fica satisfeito quando envia pessoas para o Inferno: esta é a afirmação fatalista do islã. Fatalismo é a convicção de que os acontecimentos são estabelecidos antecipadamente para toda a vida, de tal forma que os seres humanos são incapazes de mudá-los. Nesse caso, Alá mandará para o céu e para o inferno quem ele quiser.
Não é de admirar que não exista segurança no islã. Podemos ser o mais fiel de todos os crentes em Alá e mesmo assim sermos enviados “justamente” para o inferno. Paradoxalmente, alguém pode ser a pior pessoa do mundo e, hipoteticamente, ir para o paraíso. Não precisamos olhar para alguém mais além do fundador do islã, Maomé, para ver a ansiedade e insegurança que este tipo de visão produz.
O mensageiro inseguro
Maomé disse: “Por Alá, embora eu seja o apóstolo de Alá, não sei o que Alá vai fazer comigo” (Hadith 5:266).
Maomé questionava sua própria salvação, embora se considerasse o maior dos profetas, o próprio apóstolo de Alá. Portanto, Como os muçulmanos podem ter um senso real de segurança quando aquele que lhes deu a fé (ou como os muçulmanos dizem, restaurou a verdade para eles) estava apreensivo?
O muçulmano é ordenado no Alcorão a obedecer “a Deus e ao Mensageiro” (surata 3:32) e para seguir o “exemplo do Mensageiro”. Por conseguinte, quanto mais zelosamente uma pessoa entende o Alcorão e segue seu mensageiro, menor é a certeza de alcançar o paraíso. Além disso, quanto mais sensível for em relação às suas falhas morais, tanto mais espiritualmente ansiosa ela acaba se tornando.
O crente inseguro
O destino de todo homem nós firmamos em seu pescoço; no dia do Juízo, nós lhe apresentaremos um rolo que ele verá aberto (surata 17:13).
Embora essa declaração pareça relativamente fácil de compreender, um muçulmano devoto sabe que não pode depender apenas de boas obras. Pensar assim difamaria e insultaria a soberania de Alá. Uma das frases mais famosas e usadas do mundo muçulmano, “En sh’Alá…” “(“se Deus quiser”), ilustra a complexidade dessa união. Embora os muçulmanos nunca tenham certeza do seu destino, têm certeza de muitas coisas que vão privá-los de desfrutar os prazeres do paraíso.
Advertir os descrentes é igual a não advertir: prosseguirão na sua indiferença, Deus selou-lhes os ouvidos e o coração, e seus olhos foram cobertos por um véu, O suplício os aguarda (surata 2:6-7).
“Alá não ama aquele que rejeita a fé” (surata 3:32).O muçulmano pode estar totalmente certo de que Alá nunca restaurará um crente que rejeitou seus ensinamentos e a fé no islã. É por isso que tantos muçulmanos tão prontamente repudiam seus filhos que se convertem a outra religião, especialmente ao cristianismo. Por que amá-los quando o poderoso Alá nunca os amará? Além disso, a pior pessoa no mundo é o muçulmano que rejeita sua fé em Alá. Na verdade, uma pessoa tem mais chances de herdar o céu se nunca conheceu o credo: “Existe um só Deus, Alá, e Maomé é o seu profeta”.
Maomé disse: ”A pessoa morta está sendo torturada no túmulo não por uma grande coisa a ser evitada; mas por ter sido manchada com sua urina” (Hadith 2:460).
O muçulmano é instruído a jejuar, orar, adorar, dar dinheiro aos pobres e fazer uma peregrinação a Meca.
No entanto, aparentemente, todas essas coisas não podem evitar que uma vá para o inferno se ela se manchou com urina2.
Os rentes em Alá também se preocupam acerca de quem está falando deles. De acordo com o Hadith: “o morto é punido por causa do choro dos seus parentes” (2:375). Os parentes não devem exagerar no seu luto ou o ente querido morto será punido. Além do mais, se uma pessoa fala mal de outra pessoa, “o inferno foi confirmado” para aquela pessoa que está sendo desprezada (Hadith 2:448).
Em todo o pensamento muçulmano, o inferno sempre parece estar mais perto do que o paraíso. As pessoas são continuamente lembradas da ira de Alá e da ladeira escorregadia para a punição eterna. Se alguém tem febre, por exemplo, Maomé acreditava que a “febre vem do calor do inferno” (Hadith 7:619). Por conseqüência, o Alcorão tem muito a dizer a respeito de quem Alá não ama:
Deus não ama os agressores (surata 2:190).
Deus não ama o pecador e o ingrato (surata 2:276).
Deus não ama os iníquos (surata 3:57).
Deus não ama os presunçosos e os soberbos (surata 4:36) 3.
Qualquer religião construída sobre um fundamento em que a Salvação é obtida por meio de retidão pessoal tem como premissa que o seguidor deve amar a Deus antes que Deus o ame. Alá deve ser atraído a amar o indivíduo por alguma demonstração de fidelidade por parte desse indivíduo para com ele (surata 4:54). Ao demonstrar seu amor, o muçulmano espera alguma coisa em troca. Com a obediência, ele espera receber prosperidade (surata 24:51-55).
Aqui se encontra uma profunda lacuna em uma religião na qual não existe conexão genuína entre Deus e o ser humano. Alá orienta as pessoas na verdade por meio de seu mensageiro Maomé, mas elas nunca deveriam esperar falar com Alá pessoalmente ou de maneira relaciona!’ O amor nunca faz parte da equação – a religião depende de um senso de dever e um desejo de receber algo em troca.
O mundo islâmico conta as bênçãos de Alá de várias maneiras. O muçulmano fiel será politicamente vitorioso: aqueles que têm influência receberão “a herança da terra, como a havia dado aos que os precederam” (24:55). De acordo com um estudioso muçulmano, pessoas obedientes ao Alcorão herdam autoridade “para manter a lei de Alá” 4.
Herdar e manter autoridade são temas importantes no relacionamento do muçulmano com Alá. Da mesma forma como o indivíduo espera receber prosperidade do acordo, assim Alá espera dar prosperidade àqueles que vão fazer cumprir sua lei. Não é de admirar que os guerreiros muçulmanos vitoriosos estavam tão prontamente dispostos a coagir um povo conquistado a adotar o islã, ou ao menos o submeter a suas leis.
A prosperidade também se estende a outras áreas da vida. Os muçulmanos acreditam que enquanto forem fiéis a Alá, viverão em paz e segurança em vez de sofrer perseguição nas mãos dos seus opressores. Eles não terão de praticar sua fé em segredo. É paradoxal, porém, que para herdar essa liberdade religiosa os muçulmanos acreditem que devem acabar com a liberdade religiosa dos outros. A Arábia Saudita é um bom exemplo desse paradoxo em ação.
A prosperidade é entendida como integração da política com a religião. A teologia islâmica da prosperidade é vitalmente importante para um relacionamento simbólico com Alá. Assim, política e religião estão inextricavelmente ligadas. Quando Alá concede o sucesso, ele espera que seus fiéis expandam seu reino política e espiritualmente. Sucesso político é essencial para a segurança eterna, embora não exista garantia alguma para isso.
Ó vós que credes, não tomeis por amigos Meus inimigos e vossos inimigos, outorgando-lhes vosso afeto, quando eles negam a verdade que vos foi revelada e expulsaram o Profeta e vos expulsaram pelo único motivo de crerdes em Deus, vosso Senhor. Se viestes para lutar por Minha causa e agradar-Me, como podeis manter com eles uma amizade secreta? Conheço o que ocultais e o que proclamais. Quem assim proceder desvia-se da senda da retidão (surata 60:1).
Segurança eterna também está baseada no ódio muçulmano para com os inimigos de Alá. Maomé deu esse mandamento como orientação futura para todos os crentes, e esse mandamento continua em vigor. Os muçulmanos não devem confiar naqueles que procuram prejudicar a causa de Alá. A pior coisa que o inimigo de Alá pode fazer é persuadir os muçulmanos a “renegar a sua fé” (Surata 60:2).
Portanto o muçulmano é conclamado a odiar os inimigos do islã para ter esperança maior de alcançar o paraíso. O muçulmano também não deve amar as pessoas secretamente, embora aparente odiá-la exteriormente. Se alguém agir dessa forma, Alá o julgará. Portanto, o muçulmano deve odiar apaixonadamente aqueles que são contra a expansão da causa de Alá, tanto exterior quanto interiormente.
Se morrerdes ou fordes mortos pela causa de Deus, sabei que a indulgência de Deus e a clemência de Deus valem mais do que tudo quanto os outros amontoam (surata 3:157).
O Profeta disse:
”A pessoa que participa da causa de Alá [batalhas santas], e nada a compele a fazê-lo a não ser sua fé em Alá e Seu Apóstolo, será recompensada por Alá, ou com uma recompensa, ou com o despojo [se sobreviver] ou vai ser recebida no Paraíso [se for morta na batalha como mártir]” (Hadith 1:35).
Os repórteres e apresentadores da televisão continuamente transmitem a noção politicamente correta que jihad significa “luta interior por piedade” e não combate militar. No entanto, não é necessário um ensino religioso para verificar que o Alcorão promete o paraíso para aqueles que morrem na batalha pelo islã com maior certeza do que assegura salvação por qualquer outro motivo.
O Hadith torna transparente que o jihad tem como sua característica principal uma luta sangrenta envolvendo batalhas militares. O apóstolo de Alá disse: “Não existe Hégira [isto é, a migração de Meca para Medinah] depois da Conquista [de Meca], mas jihad e boa intenção permanecem; e se você for chamado [pelo governante muçulmano] para lutar, obedeça imediatamente” (Hadith volume 52 número 42).
A promessa de segurança eterna é a razão principal por trás da paixão por Alá no ansioso jovem guerreiro muçulmano. Ele segue os passos do mensageiro Maomé, que lutou pela causa de Alá. Ele está obedecendo as palavras nobres do Alcorão e do Hadith, que legitimam o uso da espada. E se for morto na batalha, ele alcança o desejo do seu coração – a garantia de Alá de um lugar no nível mais elevado do paraíso.
A BUSCA POR UM DEUS PESSOAL
O jovem Timothy cresceu no Egito e era filho de um muçulmano devoto. Estudando o Alcorão e sendo adorador da seita mística Sufi do islã, Timothy desejava ter um relacionamento mais próximo e íntimo com Alá. Aos 14 anos de idade, começou a pregar o islã publicamente na primeira segunda-feira de cada mês lunar.
Ansioso por levar outras pessoas para sua fé, Timothy começou a escrever para um cristão nos Estados Unidos. John respondeu a Timothy diligentemente por dois anos, Timothy ficou surpreso quando John o visitou no Egito. Timothy relatou mais tarde: “Fiquei com inveja da intimidade que John tinha com Deus e intensifiquei minhas recitações do Alcorão”.
Depois de uma busca incrível em sua alma, Deus se manifestou a Timothy:
Uma noite, Cristo apareceu para mim em um sonho e falou com voz meiga e doce: “Eu te amo!”. Percebi quão obstinadamente havia recusado a ele todos esses anos e lhe disse em lágrimas: “Eu também te amo! Eu te conheço! Tu és eterno de eternidade em eternidade”. Acordei com lágrimas rolando sobre a minha face, repleto de alegria abundante, crendo que o próprio Cristo tinha tocado minha mente e meu coração, e me entreguei a ele. Eu estava cheio de uma grande paixão por Cristo; fiquei pulando, cantando louvores a seu nome e falando com ele dia e noite. Eu não ia dormir sem a infalível Palavra de Deus, a Bíblia, junto ao meu peito 5.
Timothy encontrou o que procurara por toda a vida. Uma relação com Deus íntima e pessoal. O amor o assegurou eternamente. Mas não veio sem um custo. Porque Timothy se recusou a esconder a sua fé, isto quase lhe custou a vida. Perseguido e preso, Timothy se refugiou no amor de Cristo. E, um dia, ele foi sentenciado à morte pelas autoridades. Porém, escapou e emigrou para os Estados Unidos. Agora, anos mais tarde, Timothy se firma na grande promessa da Bíblia – a salvação. Ele conclui seu testemunho:
Por favor, não me permita apressar sua salvação, Senhor, no meio da dificuldade, e, por favor, dá-me paciência para que possa suportar o sofrimento como um soldado da cruz de Cristo! Senhor, que seu amor me consuma a tal ponto que fazer a sua vontade seja o verdadeiro pão da minha vida 6.
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1 Embora o texto cite o Alcorão, fica subentendido que somente o texto árabe é aceito como o verdadeiro Alcorão. Todas as outras traduções são consideradas interpretações das Escrituras dadas por Maomé.
2 É irônico que Maomé também estipulou que tomar urina de camelo tornaria um homem doente são. “O profeta ordenou que seguissem os seus camelos e tomassem a urina desses camelos. Assim, eles seguiram os camelos e tomaram o leite e a urina deles até que seus corpos se tornaram saudáveis”. [Hadith volume 7 número 590]
3 Para uma discussão mais detalhada, v. Tom Terry; Does God love me?, em www.aboutisa.com; acessado em 26 de novembro de 2001.
4Mushaf Al-Madinah AN-NABAWIYAH, tradutor e comentarista, The holy Quran, p. 1024.
5 Timothy: In the valey of tears, em www.answering-islam.org/ Testimonies/ibrahim.html; acessado em 26 de novembro de 2001 (Este testemunho de Ibraim [Timothy Abraham] está disponível em português e inglês no site www.stories.org.br/vale.html – visitado em 27 de dezembro de 2007).
6 Ibid. Timothy e os autores se tomaram amigos íntimos. É um privilégio usar seu testemunho nesta obra
Extraído do livro “O Islã sem Véu” – Editora Vida