Uma usina de gás foi alvo de um ataque terrorista na manhã desta sexta-feira na França. Segundo as informações preliminares, dois indivíduos entraram na usina da Air Products, em Saint-Quentin-Fallavier, no sudeste do país, com uma bandeira islamita e detonaram vários cilindros de gás. Os agentes também encontram um corpo decapitado ainda não identificado no local do ataque. As explosões deixaram pelo menos duas pessoas feridas. Um bombeiro deteve um homem de 35 anos identificado como Yassin Salhi. Não há informações se o outro suspeito é um dos feridos ou se fugiu do local.
Salhi foi fichado pelas autoridades em 2006 por causa de sua radicalização islâmica, informou o ministro do Interior Bernard Cazeneuve. Ele não tinha antecedentes criminais, mas tinha sido fichado como um “sujeito que merece atenção” por suas ligações com movimentos radicais, mas Salhi “não era conhecido por estar relacionado com atores terroristas”; acrescentou Cazeneuve. O ministro também elogiou o bombeiro que o teve por sua “coragem” e “frieza”. O homem, que está sendo chamado de herói na imprensa francesa, ainda não teve sua identidade revelada.
Em Bruxelas para participar de uma reunião, o presidente François Hollande afirmou em um pronunciamento que o ataque teve uma “natureza terrorista” e o objetivo era causar uma “grande explosão”. Hollande também frisou que “não há necessidade de ceder ao medo”. Ainda nesta sexta, o presidente terá uma reunião emergencial com a cúpula de segurança do governo para discutir o ataque à usina. “Vamos assegurar que os franceses estão protegidos e erradicar a grupos ou indivíduos responsáveis por esses atos”, finalizou.
Terrorismo – A seção antiterrorista da Promotoria de Paris anunciou que abriu uma investigação por “assassinato e tentativas de assassinato em grupo organizado e em relação a um ato terrorista”, após incidente na usina de gás. A Promotoria também investiga as acusações de “destruição e degradação através de uma substância explosiva em grupo organizado e em relação a um ato terrorista” e de “associação terrorista para cometer atentados contra as pessoas”.
A França intensificou a vigilância em seus serviços de inteligência contra possíveis ataques e enviou tropas para patrulhar lugares estratégicos após os atentados terroristas de janeiro, quando militantes islâmicos mataram dezessete pessoas na redação do semanário Charlie Hebdo e em um supermercado judaico.
Extraído do site da Revista Veja em 26/06/2015