Fatalismo repudiado pela Igreja

Predestinação e fatalismo repudiados, condenados e expurgados da Igreja, em sua história

O Concílio de Valença afirma:

“Como o Sínodo de Orange, nós lançamos o anátema a todos os que disserem que alguns homens são predestinados para o mal pelo poder de Deus”. E ainda, para que não haja dúvida: “Fielmente sustentamos que Deus sabe de antemão e eternamente conhecia tanto o bem que os bons haveriam de fazer quanto os males que os maus haveriam de cometer, pois temos a Palavra da Escritura que diz: ‘Deus eterno, que é conhecedor do escondido e tudo sabe antes que aconteça ‘. […] Não cremos que a presciência de Deus a ninguém impõe a necessidade de ser mau, como se não pudesse ser outra coisa, se não que este há de ser por sua própria vontade o que Deus, que sabe de tudo antes que tudo suceda, previu por Sua onipotente e incomunicável majestade. […] E não cremos que ninguém será condenado por juízo prévio, se não por merecimento de sua própria iniquidade, nem que os maus se perderam porque não puderam ser bons, mas porque não quiseram ser bons e por sua culpa permaneceram na massa de condenação pela culpa original e pela atual “.

O Concílio de Kiersy, corroborando o de Valência, assevera:

“O homem, ao fazer o mau uso do seu livre-arbítrio, pecou e caiu; daí vem esta massa de perdição do gênero humano inteiro. Deus justo e bom escolheu nessa massa, pela Sua presciência, aqueles que por Sua graça predestinou à vida, e Ele os há predestinou para a vida eterna. […] E assim dizemos que há apenas uma predestinação de Deus, que pertence o dom ou a graça ou retribuição da justiça. A liberdade da vontade, a perdemos no primeiro homem, e a recuperamos por Cristo Nosso Senhor, e temos livre-arbítrio para o bem, prevenido e ajudado pela graça”.

Publicado por presbítero Marcos Rocha

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