Nos últimos vinte anos o público, através da mídia, tomou conhecimento de um ramo novo do conhecimento: a engenharia genética. Técnicas que até há pouco só se empregavam para melhoria de produtos agrícolas, passaram a ser aplicadas na reprodução de animais, e até mesmo de humanos, com a reprodução in vitro. Trouxeram ao debate a clonagem, a autofertilização, a terapia gênica e outros tantos termos que ainda soam estranhos à linguagem do leigo. Resumindo em poucas palavras, a ciência está decifrando a linguagem usada por Deus para criar a vida.
Manipular o código genético humano traz fantásticas perspectivas para a medicina. Por exemplo, combater as enfermidades ainda no embrião, resultando daí o nascimento de pessoas saudáveis, proporcionando redução do custo no tratamento de doenças; determinação das características dos filhos à partir de uma escolha dos pais, produzindo uma geração de humanos esteticamente perfeita para o padrão hegemônico de beleza; transplante de órgãos sem os problemas da rejeição e auto fertilização da mulher, através do uso de uma célula de si mesma, para fecundar seu próprio óvulo.
Temos consciência de que não vivemos num mundo ético. Os exemplos do passado são claros. Quando o homem, em 1945, finalmente conseguiu desintegrar o átomo, o primeiro produto desta conquista científica foi a bomba atômica lançada sobre a cidade japonesa de Hiroshima. Como resultado mais de duzentos mil foram mortos.
A seguir foram desenvolvidos mísseis intercontinentais com ogivas múltiplas, aperfeiçoando a destruição em massa. Só depois foi iniciada a produção de energia elétrica, de isótopos radioativos, e outros usos pacíficos do átomo.
Imaginemos o que poderá significar o manuseio da reprodução humana nas mãos de um tirano qualquer, que pode surgir a qualquer momento, em qualquer país. A globalização já nos dá uma boa ideia do que significa “democracia” para as nações ricas: “Façam os pobres o que eu mando, mas não pensem em fazer o que eu faço”.
Assim como impedem aos menos desenvolvidos o acesso às tecnologias modernas, do mesmo modo negarão os conhecimentos da engenharia genética, ampliando a distância entre os povos ricos e pobres. O resultado poderá ser, por exemplo, um mundo onde as pessoas se sentirão felizes por serem escravas, como no célebre livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.
É claro que sobrará a escravidão para os povos tecnologicamente atrasados. E do mesmo modo que recentemente mandaram destruir laboratórios no Iraque, onde este país realizava pesquisas nucleares, poderão mandar destruir o Instituto Osvaldo Cruz, se ousarmos fazer pesquisa independente do genoma humano, ou ocupar a Amazônia, sob pretexto de preservação ambiental.
Se meditarmos nas profecias bíblicas referentes ao Anticristo, podemos acrescentar àquele “homem do engano” a capacidade de manipular seres humanos a partir do embrião, o que não está fora do contexto profético para os últimos tempos.
Tudo isto nos dá o que pensar. É imensa e urgente a tarefa da Igreja de pregar o Evangelho. A multiplicação da ciência nos dá a certeza de que estamos vivendo os últimos dias. Apenas nos resta a confiança nas palavras do Mestre. “Quando estas coisas começarem a acontecer olhai para cima e levantai vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima” (Lucas 21.28).
Pr. Paulo Ferreira
Assembleia de Deus – Jacarepaguá (RJ)
Olá, não ficou muito claro, para mim, o que o texto quis passar. O cristão pode ou não exercer a profissão de engenharia genética?
“…Não toques, não proves, não manuseies? Colossenses 2:21
o sr. anônimo está nessa entre pode ou não pode fazer isso ou aquilo ?
o texto é claro, mas parece-me o sr. que não quer aceitar.
julgue pela sua consciência e não espere os outros dizer para você.
Bom, mas a mia Khalifa é bem melhor