3 JOÃO 7 – Deve-se tomar dinheiro dos incrédulos para a obra de Deus?
PROBLEMA: João declara que os irmãos não tiveram suporte para o seu ministério por parte dos incrédulos. Contudo, quando Salomão construiu o templo, ele aceitou presentes dos gentios (1 Rs 5:10; 2 Cr 2:13-16). É sempre errado tomar dinheiro dos não-crentes para a obra de Deus?
SOLUÇÃO: Como regra, a obra de Deus deve ser suportada pelo povo de Deus, porque os que se beneficiam espiritualmente devem contribuir materialmente para os seus mestres (1 Co 9:1-14). Por outro lado, rejeitar uma contribuição de um incrédulo pode ofendê-lo, e assim criar um obstáculo, impedindo-o de se tornar crente. Moisés não rejeitou as dádivas dos egípcios (Êx 12:25-36). Nem Salomão rejeitou os presentes e a ajuda do rei gentio Hirão (2 Cr 2:13-16), nem da rainha de Sabá (1 Rs 10:10). Dessa forma, mesmo que não se deva buscar o dinheiro de incrédulos, não se deve também recusá-lo, a menos que venha sob condições comprometedoras. Sob condição alguma deve ser comprado algo espiritual, ou qualquer favor, por quem quer que seja.
Além disso, deve-se observar que essa passagem de 3 João não está formulando uma doutrina, mas está simplesmente descrevendo algo que aconteceu. Ela não diz: “Nunca receba dinheiro dos não-crentes”. Ela observa apenas que aqueles cristãos em sua jornada não aceitaram ajuda dos pagãos. É certo que eles queriam impedir toda aparência de estar vendendo a verdade (cf. 2 Co 11:7; 1 Ts 2:9). Mas, como devia ser, eles dependeram de outros crentes que os encaminharam “em sua jornada por modo digno de Deus” (v. 6). Não devemos esperar que os não-crentes contribuam para a causa da fé.
Extraído do livro MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. Norman Geisler – Thomas Howe.