Na Bíblia, o conceito de que a oração tem o poder de mudar as coisas é muito claro. Tiago diz: “A oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e o céu enviou chuva, e a terra produziu os seus frutos” (Tiago 5.16-18)
Ele também afirma que as razões de seus leitores não terem recebido é porque não pediram: “Não têm, porque não pedem” (Tiago 4.2)
Aos Filipenses, o apóstolo Paulo disse que a sua libertação ocorreria graças às orações deles e ao auxílio do Espírito Santo: “Pois sei que o que me aconteceu resultará em minha libertação, graças às orações de vocês e ao auxílio do Espírito de Jesus Cristo” (Filipenses 1.19)
No evangelho de Mateus, vemos Jesus dizendo algo muito interessante: “Então disse aos seus discípulos: ‘A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara’” (Mateus 9.37-38)
A seara é de Deus, e Deus é soberano. Mesmo assim, ao invés de ele mesmo decretar e determinar que trabalhadores fossem ser enviados à seara, ele pede para que nós oremos a Deus para que Ele envie os trabalhadores! Em outras palavras, Deus condicionou isso à oração dos crentes, de modo que é por meio dela que Deus opera. Foi pela oração que Ezequias teve quinze anos acrescentados à sua vida, quando já estava à beira da morte: “Vá dizer a Ezequias: ‘Assim diz o Senhor, o Deus de seu antepassado Davi: Ouvi sua oração e vi suas lágrimas; acrescentarei quinze anos à sua vida’” (Isaías 38.5)
Moisés também mudou o curso da história através da oração. Deus iria destruir Miriã e Arão; Moisés intercedeu por eles e não lhes aconteceu nada: “Tive medo da ira e do furor do Senhor, pois ele estava suficientemente irado para destruí-los, mas de novo o Senhor me escutou. O Senhor irou-se contra Arão a ponto de querer destruí-lo, mas naquela ocasião também orei por Arão” (Deuteronômio 9.19-20)
Deus também condicionou o destino de Abimeleque à oração de Abraão. Ele disse: “Restitui a esposa ao marido, pois é profeta, e ele orará por ti para que vivas. Do contrário, sabe que certamente morrerás tu e tudo que tens” (Gênesis 20.7)
À luz de tantas evidências de que a oração muda às coisas, podemos crer, como disse Zágari, que “se não pregarmos, meu irmã, minha irmã, muitos irão para o inferno”[1]. Nossas pregações e orações não são inúteis. Elas podem determinar o futuro. Coisas que não aconteceriam se não orássemos acontecem com as nossas orações, e coisas que ocorreriam se orássemos deixam de acontecer pela falta de oração. É por isso que a oração é tão importante. É por isso que ela permeia toda a Bíblia com uma enorme ênfase e valor. É por isso que os primeiros cristãos oravam tanto. Verdadeiramente, “Deus aceita a influência de nossas orações para as decisões que Ele vai tomar”[2].
[1] Maurício Zágari. Um demônio chamado procrastinação. Disponível em: <http://apenas1.wordpress.com/2014/02/05/um-demonio-furioso-chamado-procrastinacao/>
[2] PINNOCK, Clark H. Predestinação e Livre-Arbítrio: Quatro perspectivas sobre a soberania de Deus e a liberdade humana. Editora Mundo Cristão: 1989, p. 185.
Adaptada do livro “Calvinismo X Arminianismo”.